Depois de uma quase férias onde eu cocei muito, fiz alguns trabalhos e tomei uma bela queima num pic-nic com os amigos, agora é bom voltar a rotina e postar alguma coisa.
Uma das coisa que fiz nesses dias de ócio foi ouvir CSS. Sabe aquela bandinha brasileira que só faz sucesso na gringolandia e quase ninguém ouviu falar? É o Cansei de Ser Sexy aquela banda super hypada que se você não gosta “you are not cool”.
É uma banda que realmente vale ser apena ouvida pela sua mistura de rock com eletrônico bem sincera, mas o que realmente chamou minha atenção neles foi uma musica deles chamada “Art Bitch”. A canção é uma critica que fica entre o sarcasmos e o humor de uma suposta artista que mostra em suas obras pornográficas um vazio incrível, camuflado por uma estética pseudo-revolucionária.
(Cansei de Ser Sexy)
A musica é caricata mas de maneira nenhuma falsa. Não que exitam centenas desses porno artistas que ameassem a decência e a moral da sociedade, mas a arte contemporânea como um todo comporta-se como a personagem. Os artistas contemporâneos em sua maioria parecem não querer desgrudar das estéticas modernas e as lêem e relêem até a exaustão de suas possibilidades.
O problema se agrava ao saber que essas estéticas surgiram no século passado justamente para combater um modelo único de arte, cada uma com suas próprias características e aspirações no entanto, foram jogadas dentro de um mesmo saco e transformadas no modelo estético absoluto do pós-moderno.
Não precisa ir muito longe para se perceber isso. Quantas vezes você não esta rodando pelo DeviantART e não pensa “Eu já vi isso na página passada”? A arte vetorial abstrata é a prova viva do esgotamento dos modelos de criação, toda obra de respeito tem que ter muitos elementos, grafismos, sinais de mais, setas e aros com círculos dentro.
Depois de um século fugindo dos padrões caímos em uma era onde o legal mesmo é refazer toda essa revolução só que sem revolução. Hoje mesmo estava visitando uma exposição fotográfica na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo quando me deparei com uma bolsa pendurada em uma das paredes onde deveria haver fotos, comentei com meu amigo e ele logo começou a soltar milhares de explicações para aquele objeto estar lá; uma mais estapafúrdia que a outra mas todas prováveis de se ouvir da boca dona da obra.
O caráter revolucionário foi minimo e apesar de não ter a oportunidade de conversar com o autor suponho que seus motivos para expor aquilo se enquadrem em um dos bisonhos argumentos que meu amigo falará ou em qualquer outra justificativa dada por Duchamp. Mas pera ai os ready mades de Duchamp foram feitos lá por 1917.
(A fonte de Marcel Duchamp revolucionaria a um século atras)
Ou a arte está velha ou a idade é das minhas idéias mesmo. A Bienal de 2008 aponta para o lado da arte (seja mostrando o cansaço dela ou pela própria Bienal repetindo cliches modernos) mas pra mim é preferível acreditar que sou eu que estou ficando velho. Afinal como diriam os artistas desse mundinho pós-moderno hypado sobre essas idéias rabugentas minhas “You are so last century!”.



