quinta-feira, 22 de novembro de 2007

I'm so last century

Depois de uma quase férias onde eu cocei muito, fiz alguns trabalhos e tomei uma bela queima num pic-nic com os amigos, agora é bom voltar a rotina e postar alguma coisa.


Uma das coisa que fiz nesses dias de ócio foi ouvir CSS. Sabe aquela bandinha brasileira que só faz sucesso na gringolandia e quase ninguém ouviu falar? É o Cansei de Ser Sexy aquela banda super hypada que se você não gosta “you are not cool”.


É uma banda que realmente vale ser apena ouvida pela sua mistura de rock com eletrônico bem sincera, mas o que realmente chamou minha atenção neles foi uma musica deles chamada “Art Bitch”. A canção é uma critica que fica entre o sarcasmos e o humor de uma suposta artista que mostra em suas obras pornográficas um vazio incrível, camuflado por uma estética pseudo-revolucionária.


(Cansei de Ser Sexy)


A musica é caricata mas de maneira nenhuma falsa. Não que exitam centenas desses porno artistas que ameassem a decência e a moral da sociedade, mas a arte contemporânea como um todo comporta-se como a personagem. Os artistas contemporâneos em sua maioria parecem não querer desgrudar das estéticas modernas e as lêem e relêem até a exaustão de suas possibilidades.


O problema se agrava ao saber que essas estéticas surgiram no século passado justamente para combater um modelo único de arte, cada uma com suas próprias características e aspirações no entanto, foram jogadas dentro de um mesmo saco e transformadas no modelo estético absoluto do pós-moderno.


Não precisa ir muito longe para se perceber isso. Quantas vezes você não esta rodando pelo DeviantART e não pensa “Eu já vi isso na página passada”? A arte vetorial abstrata é a prova viva do esgotamento dos modelos de criação, toda obra de respeito tem que ter muitos elementos, grafismos, sinais de mais, setas e aros com círculos dentro.


Depois de um século fugindo dos padrões caímos em uma era onde o legal mesmo é refazer toda essa revolução só que sem revolução. Hoje mesmo estava visitando uma exposição fotográfica na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo quando me deparei com uma bolsa pendurada em uma das paredes onde deveria haver fotos, comentei com meu amigo e ele logo começou a soltar milhares de explicações para aquele objeto estar lá; uma mais estapafúrdia que a outra mas todas prováveis de se ouvir da boca dona da obra.


O caráter revolucionário foi minimo e apesar de não ter a oportunidade de conversar com o autor suponho que seus motivos para expor aquilo se enquadrem em um dos bisonhos argumentos que meu amigo falará ou em qualquer outra justificativa dada por Duchamp. Mas pera ai os ready mades de Duchamp foram feitos lá por 1917.


(A fonte de Marcel Duchamp revolucionaria a um século atras)

Ou a arte está velha ou a idade é das minhas idéias mesmo. A Bienal de 2008 aponta para o lado da arte (seja mostrando o cansaço dela ou pela própria Bienal repetindo cliches modernos) mas pra mim é preferível acreditar que sou eu que estou ficando velho. Afinal como diriam os artistas desse mundinho pós-moderno hypado sobre essas idéias rabugentas minhas “You are so last century!”.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Um pouco sobre o maquiavelismo no design

Nicolau Maquiavel nasceu em um reino da atual Itália no seculo XV, foi historiador, poeta, diplomata e musico , no entanto ficou reconhecido como o pai da ciência politica principalmente por seu livro O principe onde defendia a unificação da Italia e seu comando por um estado centralizado.
(Nicolau Maquiavel)

A partir dai não existiu um governo na Europa que não se utilisasse do livro para justificar a nessecidade de um rei absolutista com o poder de cortar algumas cabeças. E o pior, até colocaram na boca do agora sábio defunto a celebre: "Os fins justificam os meios"
Mas o que esse tal de Nicolau tem a ver com design?

A resposta é: Nada, mas a frase atribuida a ele originou a doutrina do maquiavelismo, que parece estar em voga na produção cultural/material nesse momento, e nesse caso o meio é o atropelamento do real design e o fim a estética.

Hoje estava assistindo TV quando me deparei com um programa na Globo News que naquele momento falava sobre a Bauhaus, após uns 10 minutos se traçou um paralelo entre Niemeyer e a escola alemã, dai me puz a reflexão, como igualar em termos de design a lógica alemã com os projetos no minimo não usuais do brasileiro .

Não que não goste dele mas meu ver, ele representa a transformação do design em arte, cuja função é apenas estética. No entanto arte é arte, não é cacofonia e sim uma quetão de que arte não tem justificativa lógica, ela é arte porque foi definida como tal, vide Duchamp e seus ready mades. O design no entanto é funcional, ele tem que ser pensado a partir do briefing (é nada de de fazer aviãozinho de papel com aquilo que o atendimento te entrega) e se alguem está pagando um designer para projetar alguma coisa para ele é porque ele tem um problema e está disposto a resolve-lo.

Desde a Bauhaus, se via uma grande preocupação de Walter Gropius e seus colegas de se passar a necessidade de uma criação voltada pra a produção em série e a funcionalidade, mas esse principio parece estar ultrapassado. A cada dia se ve mais propagandas abarrotadas de elementos onde mal se ve o nome do anunciante "less is more"? Gestalt? pra que? Se o que importa no final das contas é ter a página mais espetacular da revista.


(Lotus Elise feito acima de tudo para ser funcional)

Mesmo no design de objetos se ve os crimes contra a utilidade, o novo Vectra com o design totalmente reformulado consegue ter o coeficiente aerodinamico pior que seu antecessor, isso significa um carro menos economico e menos agil, mas ele é mais bonito!!!

Como um absurdo desses? Maquiavel explica: Não custa deixarmos um carro um pouquinho menos util para atingirmos a beleza.

ps:Espero que ninguem venha me falar que sou louco de criticar Niemeyer. É muito legal ver as fotos de brasilia mas duvido que alguem more de livre e espontanea vontade na catedral de lá

sábado, 10 de novembro de 2007

Esta vivo

Bem, desde que comecei a estudar publicidade e consequentemente entrei em contato com a web 2.0 (ou 3.0, 4.17, ah esqueci 4.17 era na semana passada, em outro post abordarei esse assunto) senti a necessidade de contribuir com esse novo mundo, no entanto era um desejo vazio. Queria contribuir apenas para não me sentir um fóssil, não importava o que escrever desde que me tornasse um prossumer.


No entanto as coisas mudam, pretendo começar um projeto de iniciação cientifica ano que vem daí a necessidade de um blog ...















(foi se a época que estudar era dormir em cima de um livro)


Não; definitivamente não criei ele para postar meu enorme conhecimento e minhas descobertas geniais, principalmente porque não as tenho e não acho que farei alguma coisa que revolucione o mundo amanhã. Mas posso aprender e essa é a idéia, postarei para refletir, estudar, trocar experiencias, receber criticas e tecer uma rede de conhecimentos.


Disso se tira uma conclusão: pelamordedeus contribuam, participem. A não ser que você esteja realmente afim de quebrar alguma convenção social, regra básica de etiqueta ou educação a área de comentários serve para você comentar, então comente não custa nada além de alguns momentos da sua vida, mas se bem que você pode descontar essa diferença não espionando o profile do(a) seu(sua) ex.


“Comentar sobre o que?” Sobre o que eu vou escrever já é um bom começo. “Tá, engraçadinho , mas você vai falar sobre o que?”. Sabe que eu ainda não tenho certeza. O fato, como já disse, é que ele foi feito para ajudar em meu estudo, então pretendo veicular conteúdo relacionado a ele principalmente relacionado a ele: Design, moda, estética, publicidade e comunicação, entretanto não descarto a possibilidade de postar sobre assuntos como politica, musica, informática, física quântica e elefantes magentas da Nanibia. O conteúdo vai depender do meu humor, da opinião dos leitores, do que rola na grande mídia e do rumo que a vida desse blog tomar.


Já resumi grande parte do que se precisava saber de inicio sobre ele. Espero que consiga de fato aprender escrevendo e ouvindo, e para não dizerem que sou egoísta espero que você também aprenda, afinal não exite mídia sem publico e mais do que isso que eu de alguma maneira faça diferença na sua vida e quando chegar exausto em casa após um dia de trabalho ou estudo ligue o computado correndo e de sua lista de favoritos acesse esse site.


Parafraseando o Dr. Frankenstein mas com a esperança de um sucesso maior “Esta vivo”